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Envie sua pergunta para ronpamplona@uol.com.br Faculdade de Medicina de Viena, 1912. Na sala de aula, o professor Sigmund Freud, inventor da psicanálise e escritor famoso desde a publicação de ‘A Interpretação dos Sonhos’, em 1900, ministrava um curso de verão. Entre os estudantes estava Jacob Levy Moreno, jovem médico que começava a se destacar nos trabalhos de pesquisa da Clínica Psiquiátrica da capital austríaca. Como aluno, Moreno assimilava os conceitos sobre psicologia ensinados por Freud, em especial suas técnicas de análise e relações entre médico e paciente. Mas o jovem estudante começava a avaliar que a psicologia poderia ir ainda mais longe. A análise não precisava ser apenas uma relação entre duas pessoas restritas a um consultório, mas algo mais amplo, algo que envolvesse situações reais de um mundo repleto de interações pessoais. Algo como a vida. J. L. Moreno partiu, então, para a elaboração de um revolucionário projeto de psicoterapia em grupo. Mas a vida imita a arte, assim como a arte vem a vida. E foi a partir desta associação que o médico percebeu que a dramatização dos problemas era uma oportunidade de encará-los de forma mais verdadeira. Menos de uma década depois do fugaz encontro com o professor Freud, Moreno lançava o livro ‘Teatro Vienense da Espontaneidade’, considerado o marco zero de um movimento que uniria medicina, psicologia e arte dramática: o psicodrama. A teoria do psicodrama se baseia na elaboração de ‘cenas’ que remetem a situações específicas ou problemas mal resolvidos em alguma fase da vida do ‘ator’. Ao reviver determinado fato sob a orientação de um psicodramatista e repetir a cena em uma espécie de ‘palco’, o paciente passa a compreender melhor o próprio comportamento e o das pessoas com as quais se relaciona. Como numa peça teatral, o psicodrama abre ainda a possibilidade para que o paciente encarne outros ‘personagens’, aprendendo a encarar sua existência sob outra perspectiva. O Brasil sempre teve grande tradição em psicodrama. E Dr. Ronaldo Pamplona da Costa é um dos pioneiros no país. No início da década de 1980, ele começou a adaptar para o Brasil uma idéia concebida por J.L. Moreno em 1942, ano em que a televisão foi inventada: filmar as sessões de psicodrama e mostrá-las para os pacientes. Em 1984, ano simbólico graças ao romance homônimo de George Orwell que antecipava a sociedade governada pelo ‘Grande Irmão’ (Big Brother), Dr. Ronaldo levou às TVs brasileiras o projeto de psicodrama. “Acharam que eu era maluco e que as pessoas não aceitariam ser filmadas, com medo de se expor”, afirma o médico. Hoje, o sucesso dos ‘reality shows’ é a prova de que o Brasil é um país de psicodramatistas. Quer saber como o psicodrama aborda os temas sexuais? Quer saber por que o psicodrama já foi usado até para ajudar a resolver os problemas de uma metrópole como São Paulo? Enfim, quer saber mais sobre o assunto? Envie sua pergunta para psicodrama@onzesexos.com.br. |